Hora do prazer Das coisas íntimas Se libertarem Das coisas que pulsam Acenderem A tara contida entre as pernas
Hora do prazer Do velcro das bocas Se encaixarem Dos corpos famintos Desabrocharem A efêmera flor de múltiplos orgasmos
Hora do prazer De se deixar levar E esquecer as horas E sair voando Como uma folha Que o vento selvagem Nunca se cansa de bolinar...
ULISSES de ABREU
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